sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Quem é Rubem Braga?

       O jornalista e escritor Rubem Braga (1913-1990) nasceu em cachoeiro de Itapemirim, no Espirito Santo. Formou-se em Direito em Belo Horizonte, mas nunca advogou. Ainda estudante  iniciou-se no jornalismo, as sinando uma crônica diária  no Diário da Tarde, jornal da capital mineira. Trabalhou  como cronista, comentarista político e repórter em diversos jornais,revistas e emissoras de rádio de Belo Horizonte, Recife,São Paulo,Porto Alegre e Rio De Janeiro.
      O Escritor invocou a crônica brasileira, sendo um dos responsáveis pelo florescimento do gênero no país. Sua prosa, elaborada com a precisão e simplicidade, comunica uma visão essencialmente lírica e reveladora de acontecimentos triviais da vida.   


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Festa no Colégio São Paulo: Visita do escritor Lino De Albergaria



O escritor Lino de Albergaria nos fará uma visita dia 14 de setembro às 8 horas.
Estamos nos preparando com alegria para receber o criador deMiguel, protagonista da história do livro Miguel e o sexto ano. 
Vamos conhecer um pouco mais sobre seu trabalho e sua dedicação à literatura,
É uma honra e um prazer.
O autor de muitas obras comemora 30 anos de trabalho.Temos muitos motivos para festejar.
Seja bem-vindo Lino de Albergaria!

Conheça um pouco mais sobre o autor.

"Formado em Letras e Comunicação, com mestrado em Editoração na Universidade de Paris, Lino de Albergaria nasceu em Belo Horizonte e morou durante algum tempo no Rio de Janeiro e São Paulo. Escreveu e publicou diversos contos em suplementos literários e revistas de todo o país. Tem histórias infantis publicadas na Bélgica. Autor de romances para o público adulto, a maior parte de seus livros é dirigida para o público juvenil. É doutor em Literaturas de Língua Portuguesa e também fez várias traduções de originais franceses".


Lino de Albergaria nasceu em Belo Horizonte, no dia 24 de abril de 1950, irmão mais novo de uma família de cinco filhos. A cidade, nas lembranças de sua infância, tinha muito mais árvores e as ruas eram de paralelepípedos, depois transformados em asfalto. Sobre esse chão, ainda havia os trilhos por onde corriam os bondes. Bandos de pombos cruzavam o céu de seu bairro e eram comuns os cachorros vira-latas, hoje desaparecidos como os pardais substituídos pelos bem-te-vis. Não fazia tanto calor, as noites eram mais frias, os prédios não eram tantos. Como a maioria das casas, aquela em que se criou, na rua Espírito Santo, perto da avenida do Contorno, tinha quintal, onde cachorros e galinhas conviviam com árvores de frutas: jabuticaba, manga, abacate, pitanga e goiaba.
As famílias vinham geralmente do interior, raros eram os pais e praticamente inexistentes ssoas.os avós nascidos na capital de Minas. Seu pai, que trabalhou com presidiários e crianças abandonadas, já gostava de ler e escrever. Sua mãe gostava de encadernar livros cujas capas gravava com letras douradas. Até que um dia quebrou a mão e não teve mais a força necessária para trabalhar com o couro. Passou a pintar pratos de porcelana e caixinhas de madeira. Tanto o pai quanto a mãe nasceram em fazendas e os filhos costumavam passar as férias num sítio que o pai tinha herdado. Ali, além de mais rústico, tudo era diferente da cidade, sobretudo os cheiros e os barulhos, além dos hábitos e das conversas das pe
Mas, na cidade, tinha um cômodo cheio de livros, o escritório do pai, quando trabalhava em casa, e também sua biblioteca. As primeiras histórias o menino ouviu em discos coloridos. Um deles era azul e contava a história de Ali Babá. Um dia ele abriu a porta da biblioteca vazia, depois de ter pela centésima vez escutado o disco. Lá dentro estava escuro, as paredes cobertas de livros dentro de estantes também escuras. Era misterioso como a caverna de Ali Babá. Ele podia dizer "Abre-te, sésamo" e os livros que ainda não conseguia ler piscavam os olhos para ele. As figuras os espiavam das capas, e o papel se entregava à exploração de suas mãos, quando puxava um ou outro volume para debaixo da mesa também escura, aonde se escondia do mundo, pensando em Ali Babá e na caverna dos tesouros. Um dia, ousou, pegou um lápis que tinha duas pontas, uma azul e outra vermelha, que era comum naquele tempo, e sobre as páginas de um livro rabiscou outro. Era sua primeira tentativa, ainda sem conhecer as letras, de ter um livro feito por ele.
Rapidamente, antes de entrar para a escola, aprendeu a ler. Continuou freqüentando o espaço debaixo da mesa na biblioteca vazia, que era calma, escura, uma caverna para onde fugir com os livros e se esquecer do quintal, das árvores, dos cachorros, da galinha Ximbica. Fez o curso primário, sempre gostando de escrever, num colégio que não durou muito, o Instituto Ariel, cujo nome vinha de um personagem de Shakespeare e fora dado por um poeta, Abgar Renault. Descobriu a adolescência em outra escola, bem perto de sua casa, o Colégio Estadual, com suas construções de formas tão inusitadas e que diziam lembrar os objetos escolares. O auditório, pelo menos, parecia os antigos mata-borrões e a caixa d'água, um giz. O arquiteto que imaginou aquele prédio chamava-se Oscar Niemeyer. Embora começasse a estudar literatura na escola, ainda não entendia a ligação de seus dois colégios com as pessoas e as idéias do modernismo. Também não pensava que aqueles eram os ares do seu tempo e quando, ainda aos dez anos, foi ver Juscelino Kubitschek na praça da Liberdade, apenas sabia que aquele homem era o presidente que havia mudado a capital.
Fez duas faculdades, uma pela manhã, outra à noite, Letras, ainda na rua Carangola, a poucas quadras de sua casa, e Comunicação, no Coração Eucarístico, que parecia tão longe. Os tempos mudavam, a cidade crescia, o governo era militar. Nasceu a vontade de conhecer o mundo, a liberdade parecia estar do outro lado do mar. Trabalhou um pouco, como redator de jornais de empresa, e logo que pôde, partiu para a França, pela primeira vez longe de sua cidade. Paris era todos aqueles cartões postais conhecidos, só que em movimento e uns se ligando aos outros, a pé ou de metrô. Era estranho caminhar sob a terra, como um tatu, e depois sair de novo para a luz, uma luz esmaecida, tão diferente da luminosidade intensa de Belo Horizonte. Uma boa parte do ano, Paris era cinza. De trem, seguia para o curso de editoração em Villetaneuse. De ônibus para Petit-Clamart, onde nevava de verdade e havia pinheiros sempre verdes, para o estágio na biblioteca infantil. Do outro lado do Atlântico, reencontra o escritório do pai, o mundo dos livros, que aprende a fabricar. O contato com as crianças faz com que escreva as primeiras histórias infantis, na verdade adaptações de contos populares.
No retorno ao Brasil, para trabalhar com os livros, vai viver em São Paulo. O escritor e o editor encontram espaço. Trabalha na Editora FTD, faz uma coleção didática e depois se dedica às coleções de literatura para os jovens. Tem uma curta passagem pelo Rio, assistindo a Rio Gráfica se transformar em Editora Globo. Além de editar outros autores, publica seus próprios textos em diversas casas de diversas cidades do país. Volta a São Paulo, faz free-lance para as revistas da Editora Abril. Assiste, nesse tempo, à redemocratização do país. Experimenta uma constante inquietação, a vida seguindo provisória e com gosto de aventura.
Ao voltar para Belo Horizonte, quer ter tempo para escrever e estudar. Escreve dois romances para adultos, um deles finalista da Bienal Nestlé de Literatura e o outro premiado no Concurso do Estado do Paraná e ainda finalista do Prêmio Jabuti. Passa a fazer um mestrado de literatura, em que compara aquele momento da literatura infantil com o florescimento dos folhetins no século XIX. Volta a trabalhar como editor, nas Editoras Lê e Dimensão. Sem abandonar os estudos, faz o doutorado. Escolhe como tema a cidade de Ouro Preto e o modernismo, na confluência dos trabalhos de Lucio Costa, Cecília Meireles e Guignard. O fascínio por Ouro Preto é a descoberta do contraponto de Belo Horizonte, perante a memória de um passado que Paris tem presente. Mas os livros continuam. Há um certo compromisso com os leitores e sobretudo com a escrita. Talvez por ainda haver uma dívida com a infância. A semente do sésamo tem de se abrir e se reproduzir, sempre em uma nova planta.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Um pouco mais sobre a história da Malala :)

A menina paquistanesa Malala Yousafzai é um dos grandes nomes da luta pelos direitos das mulheres. Seu engajamento fez com que ela se tornasse, aos 17 anos, a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, em 2014.Malala queria apenas que ela e suas colegas tivessem o direito de estudar, o que, em seu país, é proibido para meninas. Mesmo perseguida, ela não se calou e nem desistiu de sua luta. Mas, em outubro de 2012, quando voltava da escola, foi atingida na cabeça com um tiro à queima-roupa. A justificativa do porta-voz do talibã é que ela seria um símbolo dos infiéis e obscenidade, uma ameaça contra o Islã.

Livros sobre Malala

Depois de um longo período de recuperação, contou sua história no livro "Eu sou Malala" (Ed. Companhia das Letras). "Minha meta ao escrever o livro era erguer a voz em nome de milhões de meninas ao redor do mundo às quais é negado o direito de ir à escola e realizar seu potencial. Espero que minha história possa inspirar as garotas a erguer suas vozes e a abraçar o poder que têm dentro de si", diz.
O tema é discutido também em outras publicações, como o livro da jornalista brasileira Adriana Carranca, que já cobriu a guerra no Paquistão e no Afesganistão e está lançando "Malala, a menina que queria ir para a escola" (Ed. Companhia das Letras). 

Direito das mulheres à educação

Para entender a luta de Malala é preciso saber, primeiro, que no Paquistão, assim como em outros países de ideologias extremistas islâmicas no Oriente Médio, as mulheres não têm os mesmos direitos que os homens. Delas, espera-se apenas que cozinhem e sirvam aos pais e irmãos. Enquanto eles podem andar livremente pela cidade, elas não têm autorização para sair de casa sem que um parente do sexo masculino as acompanhe.
Sempre com o apoio do pai, Malala diz que decidiu muito cedo que, com ela, as coisas não seriam assim, o que era quase impossível perante as leis severas que tentavam controlar desde relacionamentos até atitudes banais do dia a dia, misturando cultura e heranças religiosas para agir contra os direitos das mulheres.

História de Malala

Filha mais velha de um professor, Malala desde cedo teve o incentivo do pai para estudar. Ainda antes do nascimento da filha ele já havia fundado uma escola que recebia meninos e meninas. Como quase nunca os estudantes tinham condições de pagar uma mensalidade, a luta do pai de Malala sempre foi grande para não fechar a escola, já que a família deles também sobrevivia em condições precárias.
As coisas ficaram ainda mais difíceis quando o Talibã, grupo político radical, tomou controle da região onde viviam (o vale do Swat, a 160 quilômetros de Islamabad, capital do Paquistão) impondo regras rigorosas. Por várias vezes tentaram fechar a escola ou até mesmo destruí-la. "Escondíamos nossas bolsas e nossos livros sob o xale. Meu pai sempre dizia que a coisa mais bonita nas aldeias era ver as crianças usando uniformes escolares. Mas agora tínhamos medo de usá-los", conta, no livro.
Apesar disso, Malala, embora ainda muito jovem, não se calou e seguiu firme em seu ativismo. Dava entrevistas, expunha suas ideias e chegou a ganhar alguns prêmios. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, diz.
Depois do atentado e de um longo período entre a vida e a morte, ela foi exilada em Londres com toda a sua família. Mas sonha ainda com o dia em que poderá voltar ao seu país e viver livremente. "Acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém".

PROJETO: TEM CARTA PRA MIM?

 https://www.youtube.com/watch?v=ZQryoP4pNXg

http://www.pop.com.br/musica/dia-carteiro-10-musicas-que-falam-sobre-cartas/

https://www.youtube.com/watch?v=qrYrOaXsNqE

http://trocandocartas.blogspot.com.br/2011/03/cartas-pra-voce-nx-zero.html

http://letras.mus.br/roupa-nova/63798/

https://www.youtube.com/watch?v=M1y5JuW1QeU

https://www.youtube.com/watch?v=V4NJepYXPSQ

https://www.youtube.com/watch?v=3VT5j1CV-hQ

https://www.youtube.com/watch?v=thY0YfViBwo

https://www.youtube.com/watch?v=4QQILd1FEgQ

https://www.youtube.com/watch?v=--CT9lY6sAU

https://www.youtube.com/watch?v=a4CnKN8SFKg

https://www.youtube.com/watch?v=IC1Q3G9tNnI

https://www.youtube.com/watch?v=LBZiqoPojSQ

https://www.youtube.com/watch?v=tldWrZ2GSEk

https://www.youtube.com/watch?v=A5npOj2eHyk

https://www.youtube.com/watch?v=rY6FwpmUdM0

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mauricio de Sousa e seu 80 anos

O desenhista Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, que completa em outubro deste ano 80 anos de idade, é o homenageado na 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começa hoje (3) no Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. Uma exposição em área de 190 metros quadrados (m²) contará a história de Sousa, que receberá na Bienal o Prêmio José Olympio, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Em 1959, o desenhista criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. Depois, vieram Cebolinha, Cascão, Mônica, Magali entre outros. Em 1970, lançou a revista Mônica.
“O maior orgulho de um autor é estar próximo de seus leitores e receber aquela energia para continuar a criar ideias e histórias”, disse Sousa, em entrevista à Agência Brasil. Acrescentou que se sente honrado em ser homenageado em um evento maior como a Bienal do Livro do Rio.

Primeiro desenhista de histórias em quadrinhos do mundo a entrar em uma academia de letras (a Academia Paulista de Letras), o cartunista afirmou que estar em contato com escritores do quilate de uma Lygia Fagundes Telles, um José Goldemberg e um Paulo Bomfim, entre outros, é um presente. "É o reconhecimento de que as histórias em quadrinhos têm uma contribuição importante para o estímulo à leitura das crianças, engrandece a linguagem, onde palavra e desenho se unem perfeitamente”.
Para o jovem que está começando nessa carreira, recomendou que deve fazer o que gosta e ser esforçado. Essa “é a base para tudo dar certo”.
A Maurício de Sousa Produções já publicou mais de 1 bilhão de revistas pelo mundo. Sousa destacou, entretanto, que o mais importante foi manter um “público constante nesses 55 anos de trabalho”. Atualmente, o Brasil, por meio das publicações ou animações do desenhista, está presente em cerca de 30 países. “Estive há alguns meses na Coreia do Sul e no Japão, onde estamos acertando publicações e nossos produtos nas lojas por lá”, informou.

Os conteúdos da Turma da Mônica estão também disponíveis nos livros didáticos no Brasil. No ano passado, foram mais de 520 livros, em 58 editoras diferentes. Segundo Sousa, a cada ano, esse número cresce. “Além de livros publicados por várias editoras, temos nossos desenhos em livros didáticos que somam esses números gigantes. Isso demonstra que estamos no caminho certo nas propostas editoriais e na diversidade de títulos que produzimos”.
 
Planos
Sobre os planos para 2016, o desenhista disse que são muitos, “(não os infalíveis do Cebolinha) com as séries das graphic novels MSP (projeto que consiste em histórias dos personagens do estúdio feitas por artistas brasileiros consagrados e com estilos diferentes do padrão das revistas mensais), que estão fazendo grande sucesso de público e crítica”. Ele informou que está em criação, para lançamento em três ou quatro anos, a Turma da Mônica Adulta. Os mesmos personagens que encantam as crianças estarão com 25 anos e, a cada ano, fazendo aniversário junto com os leitores. "É uma ideia audaciosa para os quadrinhos. Mas é isso o que fazemos: criar histórias para leitores de todas as idades”.
Durante a Bienal do Rio, serão apresentados 42 lançamentos com os personagens do desenhista. Questionado se imaginava, no início da carreira, que chegaria tão longe, disse que o sucesso não se programa. "Ele acontece naturalmente se houver um trabalho bem desenvolvido e respeito ao leitor”.
Para Maurício de Sousa, os livros são matéria-prima para a formação de uma pessoa. Ele lembrou que a leitura é a melhor forma de exercitar a criação. “É participativa e educativa. Uma criança que não lê está perdendo uma experiência inesquecível”. O desenhista disse que acredita que tanto no livro impresso quanto na internet, a leitura vai sempre ter seu lugar de destaque. “Basta ver o número de títulos infantojuvenis lançados pelas editoras atualmente. Minha alegria é saber que não estou formando apenas leitores, mas também bons escritores. E com bons escritores, sempre haverá muitos leitores”.

Números recordes

A 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro vai apresentar, durante 11 dias, uma programação com novas atividades e, pelo menos, dois recordes em relação às edições anteriores. Marcarão presença no evento mais importante do mercado editorial brasileiro mais de 200 autores de diversos estilos, 27 estrangeiros.
Outro recorde é o das inscrições para a visitação escolar. Em apenas uma hora, 145 mil alunos do ensino fundamental das redes pública e particular preencheram as vagas da iniciativa que, ao longo da história da Bienal, já levou milhares de crianças e adolescentes a se aproximarem do universo literário nos corredores do Riocentro.
Para fomentar o interesse pela leitura, os estudantes da rede pública recebem, ao chegar ao evento, uma “nota bienal” no valor de R$ 5,50, que poderá ser trocada por um livro no mesmo valor. O projeto possibilita aos inscritos a oportunidade de pesquisar, adquirir títulos, manusear exemplares e criar uma rede de trocas entre colegas após a leitura.
Este ano, serão novamente 950 expositores, ocupando uma área total de 80 mil m², 25 mil a mais do que na edição anterior. De acordo com a previsão do Snel, organizador do evento juntamente com a empresa Fagga, mais de mil títulos serão lançados e cerca de 2,5 milhões de exemplares deverão ser vendidos na Bienal, que tem expectativa de faturamento de R$ 58 milhões.
A Argentina é o país homenageado nesta edição do evento. A delegação de escritores do país vizinho é composta por nomes como Martín Kohan, Tamara Kamenszain, Eduardo Sacheri, Claudia Piñeiro, Mariana Enríquez, Sergio Olguín, Luciano Saracino, o cartunista Tute e o crítico literário Noé Jitrik.
A lista de autores internacionais abrange ainda o britânico David Nichols, os norte-americanos Julia Quinn, Leigh Bardugo, Raymond E. Feist, Collen Hoover e Jeff Kinney, o francês Jacques Leenhardt, organizador de uma edição especial de Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, de Debret, e o português Pedro Chagas Freitas. Brasileiros ou estrangeiros, os autores vão entrar em contato direto com seu público em ambientes informais como o Café Literário, Cubovoxes, a Conexão Jovem, o Encontro com Autores e SarALL.
O SarALL é uma novidade para incrementar ainda mais a diversidade de públicos e conteúdos da Bienal. O evento, que ocorre de sexta-feira (4) a domingo (6), é feito em conjunto com a Flupp – a Festa Literária das Periferias. O ambiente vai reunir poetas e grupos originários de diferentes regiões do país para trocar experiências e manter viva a tradição poética oral, em interação com a plateia, que terá microfone à disposição.
Para os pequenos leitores, a 17ª Bienal terá duas atrações inéditas. No Bamboleio, as crianças participarão de brincadeiras que envolvem culturas de todos os países – aprendendo, assim, a importância de conviver com as diferenças. Uma arena montada na parte central do espaço infantil será palco das batalhas dos primeiros Jogos Literários da Bienal. As crianças e suas famílias serão convidadas a participar, durante os 11 dias do evento, de disputas que envolvem soletração, adivinhação de sinônimos e antônimos e brincadeiras, sempre conduzidas por atores circenses.
O desenhista Maurício de Sousa